Tecnologias biológicas auxiliam plantas a atravessarem períodos de escassez de água

Tecnologias biológicas auxiliam plantas a atravessarem períodos de escassez de água

O ano de 2021 está sendo de muitos desafios aos agropecuaristas brasileiros, influenciado principalmente pelas questões climáticas. Muitos especialistas já afirmam que o Brasil vive a pior seca dos últimos 91 anos, uma escassez de água que afetou principalmente lavouras de milho, cana, café e laranja, cujas colheitas estão abaixo do planejado por todo o País.


Para superar os desafios climáticos é necessário soluções que ajudem as plantas a se desenvolverem melhor, com mais resistência ao estresse causado pelas intempéries, mas de forma sustentável, minimizando impactos na produtividade das lavouras. Nesse contexto, os produtos biológicos e naturais, ou seja, formulados com microrganismos ou extratos botânicos, estão ganhando destaque, em especial aqueles considerados promotores de crescimento de plantas.


A adoção de produtos biológicos na agricultura e pecuária, para este e outros fins, tem crescido de modo acelerado no Brasil. Estima-se que o mercado destes insumos deve triplicar até 2030, atingindo o montante de R$ 3,7 bilhões, de acordo com estudo realizado pela consultoria Blink Projetos com a CropLife.

Indústria de Bioinsumos - BIOTROP


Segundo Juliana Marcolino Gomes, PhD em genética e Coordenadora de Extratos Botânicos na Biotrop, empresa de soluções em tecnologia biológica, os produtos biológicos promotores de crescimento de plantas vão ao encontro do aumento da eficiência do uso da água. “Em uma área com a mesma disponibilidade de água (mesma precipitação ou irrigação), consegue-se produzir mais com o uso de biológicos e naturais, pois eles ajudam a planta em seu desenvolvimento e resiliência, e por isso possibilitam maior produção com o mesmo uso de água. Só nesse aspecto, já otimizamos muito a eficiência hídrica”, explica.


Aumentar a produtividade das culturas, inclusive nas situações mais desafiadoras, sempre foi objetivo da Biotrop. A empresa está entre as líderes no segmento de insumos biológicos e é uma das que mais investe em pesquisa e desenvolvimento, identificando e selecionando microrganismos com diferentes mecanismos de ação para benefício do solo e das plantas. A empresa realiza a cada safra mais de 700 ensaios de campo e P&D, e só em 2020 tratou mais de 13 milhões de hectares dos mais diversos cultivos, de soja a melão.

Além dos inoculantes, outros bioinsumos fabricados pela empresa combinam o estímulo de desenvolvimento de plantas ao crescimento de microrganismos benéficos, em um processo sinérgico. Complementando o manejo biológico, o portifólio Biotrop conta também com biodefensivos, que contribuem com o manejo de pragas e doenças do cultivo.


Dentre os principais benefícios dos biológicos na agricultura estão o aumento da produtividade e da rentabilidade das culturas, a promoção de crescimento, a fixação biológica de nitrogênio, a solubilização de nutrientes para assimilação pelas raízes, a ativação da resistência natural das plantas e a melhoria na absorção de água e nutrientes. “A pesquisa e desenvolvimento destes produtos vem ao encontro da necessidade atual de produzir mais com a mesma utilização de recursos, como água, fertilizantes e áreas agrícolas”, lembra a pesquisadora.

Pegada hídrica e o manejo biológico

Quando o tema é sustentabilidade no agronegócio, é fundamental estimar e reduzir a pegada hídrica, ou seja, as demandas e utilização de água doce na atividade.

O manejo da lavoura, especialmente nos períodos de longa estiagem, é muito diferente dos períodos de chuva. Com a utilização de insumos biológicos, temos plantas mais resilientes, capazes de manter-se produtivas com menor necessidade de irrigação, e que são capazes de tolerar melhor os períodos de veranico.

Uma das primeiras soluções disponibilizadas pela Biotrop para auxiliar os produtores a atravessarem períodos de estresse climático foi o inoculante Azototal, desenvolvido em parceria com a Embrapa. O produto é composto pela bactéria Azospirillum brasilense, altamente eficiente na promoção de crescimento via produção de fitohormônios, e que também atua na fixação biológica de nitrogênio, através da captura do nutriente da atmosfera e conversão para formas assimiláveis pela planta.

Além dos inoculantes, outros bioinsumos fabricados pela empresa combinam o estímulo de desenvolvimento de plantas ao crescimento de microrganismos benéficos, em um processo sinérgico. Complementando o manejo biológico, o portifólio Biotrop conta também com biodefensivos, que contribuem com o manejo de pragas e doenças do cultivo.

Dentre os principais benefícios dos biológicos na agricultura estão o aumento da produtividade e da rentabilidade das culturas, a promoção de crescimento, a fixação biológica de nitrogênio, a solubilização de nutrientes para assimilação pelas raízes, a ativação da resistência natural das plantas e a melhoria na absorção de água e nutrientes. “A pesquisa e desenvolvimento destes produtos vem ao encontro da necessidade atual de produzir mais com a mesma utilização de recursos, como água, fertilizantes e áreas agrícolas”, lembra a pesquisadora.

Novidades à caminho

Se as previsões para as próximas safras não são tão positivas quanto ao clima, por outro lado, a chegada de novas soluções ao mercado é um cenário dos mais promissores! De acordo com Ederson Santos, biólogo e gerente de portfólio da Biotrop, a previsão é de que essa estiagem que marcou 2021 também se estenda ao longo da próxima safra. “A probabilidade desse cenário se repetir é muito alta. É algo que nós precisamos seriamente considerar. Nossa empresa está desenvolvendo tecnologias e ações para que consigamos mitigar os riscos de perdas provocados pela falta de água”, ressalta.

A empresa tem feito alto investimento em tecnologia e inovação para desenvolver soluções que reduzam os impactos do clima, devendo, em breve, lançar ao mercado um produto classificado como um hidrocapacitor de solo. A tecnologia tem em sua composição bactérias que além de promoverem à planta melhor desenvolvimento e sistema radicular mais robusto, auxiliam na manutenção do turgor (postergação da murcha) e protegem contra o dano das estruturas da célula vegetal. “Esse produto está pronto, e os estudos apontam respostas muito significativas, em breve estará à disposição dos agricultores de todo o País”, finaliza Santos.

Originalmente publicado em Minuto Rural

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