Tecnologia biológica da BIOTROP estabelece novo padrão de controle da praga
Pequeno e temido: medindo apenas de 4 a 9 mm, o bicudo-do-algodoeiro é um besouro, da família Curculionidae, de hábito lento para caminhar e que raramente voa. Apesar destas características, seu nome científico indica o poder devastador: Anthonomus grandis. Anthonomus, a classificação do gênero, refere-se a um grupo de insetos do tipo gorgulho que apresentam “rostrum” avantajado, e grandis, nome da espécie, vem do latim “grande” ou “importante”, em referência ao impacto econômico que esse inseto causa. Altamente resiliente e de difícil acesso nas plantas de algodão, o inseto se alimenta das flores, botões florais, maçãs e capulho do algodão, podendo provocar prejuízos de até 70% na produtividade.
“A temperatura e a alta umidade do ar colaboram para que o ciclo de desenvolvimento do bicudo-do-algodoeiro seja rápido e sua proliferação acelerada”, explica Lauany Cavalcante dos Santos, engenheira agrônoma e coordenadora de marketing da BIOTROP, empresa líder em soluções biológicas e naturais para o agronegócio. “Ele fica protegido dentro da maçã do algodão. Para um controle eficaz, o desafio é acessar a praga logo no início da sua proliferação”, destaca a engenheira agrônoma.
A resposta que veio da natureza
Em uma de suas expedições periódicas aos biomas brasileiros, voltadas à prospecção de novos microrganismos com potencial para beneficiar a agricultura nacional, pesquisadores da Biotrop Soluções Biológicas encontraram no Pantanal brasileiro uma maçã de algodão caída sobre o solo, com o interior tomado por fungos. “Ali tinha um bicudo-do-algodoeiro totalmente colonizado por um fungo entomopatogênico e isso intrigou os pesquisadores, porque este fungo estava esporulando (reproduzindo) em um cenário de clima totalmente adverso para ele, demonstrando elevada resiliência contra uma praga igualmente resistente”, explica a agrônoma. Lauany pontua que esta resiliência também é provada pelo fato deste fungo ter sobrevivido em um ambiente quente e úmido, como o Pantanal, provavelmente após cerca de 15 a 20 aplicações de inseticida químico. “Era esperado que ele estivesse sem atividade e que o bicudo-do-algodoeiro estivesse vivo. Então, nossos pesquisadores enxergaram ali uma oportunidade e uma resposta”, destaca Lauany
A partir desta descoberta, os pesquisadores da BIOTROP desenvolveram uma formulação líquida em óleo dispersível, utilizando cepa exclusiva deste fungo, o Cordyceps javanica, que, devido à sua robustez e virulência, mostrou-se capaz de conter a proliferação do bicudo-do-algodoeiro.
Nesta solução biológica, os sementes do fungo, os conídios, ficam numa base oleosa e são ativados no pulverizador, em contato com a água. “Uma vez aplicado na lavoura, este fungo inicia seu processo de germinação, que é muito parecido com uma semente germinando no solo. Só que ele germina no inseto, causando sua morte”, explica Lauany.

Um novo marco na história da cotonicultura
Em breve disponível no mercado, a nova solução bioinseticida da Biotrop está em processo final de registro e representa um avanço de inovação e eficiência no manejo do algodão.
Além do bicudo-do-algodoeiro, a solução tem potencial de atuação na cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis). “Um dos maiores benefícios das soluções biológicas é justamente sua característica de amplo espectro de ação, atuando tanto no alvo principal quanto em outros alvos, sem interferir no equilíbrio ambiental”, pontua Lauany.
Com este lançamento, a BIOTROP está prestes a avançar mais uma fronteira da inovação aplicada aos biológicos e à cotonicultura do Brasil, referência global na produção de fibras de alto padrão e que superou o marco de maior exportador de algodão do mundo na safra 2023/24, entregando ao produtor uma solução eficaz no controle deste que é um dos principais desafios do produtor de algodão do Brasil.
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