Inovação da BIOTROP interrompe o ciclo de vida pragas na soja, milho e na citricultura

Solução biológica à base de metabólitos promove, de forma natural,  o controle de natalidade de insetos.  

A alta pressão de pragas como percevejo-marrom, cigarrinha-do-milho e psilídeo-cítrico-asiático é um constante desafio para os produtores. “Produtos químicos são capazes de controlar na ordem de 60% destes insetos, porém os 40% remanescentes continuam se multiplicando”, explica Abel de Araújo, engenheiro agrônomo e coordenador de Pesquisa & Inovação da BIOTROP. 

“Estes insetos sugadores se multiplicam até três gerações na mesma safra, mas a partir da segunda geração de indivíduos, o produtor perde o controle por causa do crescimento exponencial, o que torna o manejo árduo e oneroso”. Deste modo, atacar a oviposição, ou seja, a deposição de ovos das fêmeas, é crucial para o controle. 

Com o avanço das pesquisas e investimentos em tecnologia de produtos biológicos, esta solução se tornou viável. “Com formulações avançadas, entramos na quinta geração de biológicos e, por isso, agora é possível atuar na quebra do ciclo de vida destes insetos, com ação direta na oviposição”, explica Araújo. 

Cada vez mais presentes no campo, na última década, a formulação dos bioinsumos evoluíram rapidamente, alcançando patamares tecnológicos elevados. Hoje, são capazes de superar desafios complexos da agricultura, como é o caso do manejo da oviposição de insetos. “Quando falamos da quinta geração de biológicos, estamos falando de produtos de última geração, 100% à base de metabólitos. Um nível de tecnologia que não pode ser reproduzido em sistemas on farm, dada a complexidade do processo”, explica o gerente de portfólio da BIOTROP, Thales Facanali.  

Metabólitos são substâncias produzidas por bactérias ou fungos durante os seus processos de crescimento e defesa, atuando como mecanismos naturais de proteção desses microrganismos. A obtenção desses compostos em escala exige domínio avançado e conhecimento especializado para viabilizar soluções 100% à base dessas moléculas biologicamente ativas. “É preciso saber induzir os microrganismos a produzir metabólitos em altas concentrações para, então, transformá-los em soluções biológicas”, resume Facanali. O resultado é um bioinsumo com maior concentração de ativos, de difícil reprodução por síntese química. “O mais próximo que a indústria química pode chegar são produtos análogos que mimetizam os metabólitos”, pontua. 

 

Ciência e investimento – Para chegar à formulação do primeiro bioinseticida 100% à base de metabólitos, a BIOTROP investiu cerca de três anos de pesquisa. Abel Araújo acompanhou o processo desde o início e explica que a ação da nova solução foi estudada utilizando como alvo o percevejo-marrom – um dos maiores inimigos da produtividade da soja. “Um dos metabólitos presente na formulação é o ácido caprílico, que atua no sistema imune do inseto e reduz sua movimentação e alimentação, comprometendo sua evolução para a fase adulta”.   

O resultado é a redução da mobilidade e, consequentemente, da revoada e da infestação. “Ao se tornar letárgico e com menor capacidade de alimentação, o inseto passa a apresentar maior fragilidade, o que pode favorecer a ação complementar de defensivos químicos”, explica.  

Em relação à oviposição, é o metabólito farnesol, presente na formulação, o responsável por interferir nos processos fisiológicos reprodutivos, reduzindo a taxa de multiplicação em até 80%. “Então, se o inseto coloca 20 ovos, apenas seis (30%) são ovipositados e mais da metade não vai eclodir”, esclarece Abel.  Thales confirma: “O farnesol é um metabólico extremamente importante e já bem consolidado na literatura com seus efeitos sobre a oviposição. Não há nenhum químico hoje no mercado que consiga atuar nesse estágio de oviposição, nessa fase do ciclo”.  

Thales Facanali avalia que a quinta geração dos biológicos representa um avanço na proteção de cultivos, com impacto em toda cadeia produtiva. “Com essa solução 100% à base de metabólitos, é possível atuar na quebra do ciclo de vida de insetos sugadores que historicamente causam perdas significativas em diversas culturas”, afirma. “Mais uma vez, a BIOTROP estabeleceu um novo patamar para os produtos biológicos”, finaliza o engenheiro agrônomo e gerente da BIOTROP. A solução está em fase final de registro pela empresa, e deve ser lançado no mercado nos próximos meses.

 

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