El Niño exige manejo integrado para preservar produtividade do café

Desde que o fenômeno El Niño foi confirmado como um dos de maior intensidade dos últimos anos, os produtores têm buscado formas de proteger sua lavoura para atravessar os períodos de seca e irregularidade das chuvas associados ao fenômeno. Culturas adaptadas a climas mais amenos, como o café, tendem a ser mais sensíveis ao estresse provocado por altas temperaturas e menor disponibilidade de água. 

“Dependendo da época, pode haver abortamento das flores, depauperamento da planta, e tudo isso impacta diretamente na produtividade”, explica Renato Costa, engenheiro agrônomo e gerente de marketing da BIOTROP. “O café é uma planta arbustiva e, sob altas temperaturas e déficit hídrico, pode apresentar secamento de ramos, queda de folhas e redução do crescimento”, detalha o agrônomo. 

De acordo com o Portal da Universidade Federal de Lavras (UFLA), a irregularidade das chuvas e o excesso de calor podem comprometer o início do ciclo da safra 2026/2027. O estresse hídrico pode afetar o enchimento e a formação dos grãos, com impactos sobre o rendimento e a qualidade do café. “Se o déficit hídrico ocorre na fase de granação, o grão enche menos, fica menor e mais leve, aumentando a catação. Com menos matéria seca acumulada, há também menos precursores de sabor, como açúcares, ácidos e compostos aromáticos, para o desenvolvimento das características sensoriais durante a torra”, explica o especialista. 

Com menor peso por grão, o rendimento também é reduzido, exigindo mais frutos para compor uma saca de 60kg. Práticas como manejo cultural, roçada e irrigação podem ajudar o produtor a atravessar este período, mas isoladamente não garantem produtividade.  “O que vai garantir o sucesso da produção é o conjunto de práticas adotadas. Neste cenário, os bioinsumos são estratégicos, porque aumentam a resiliência do cafezal”, ressalta Renato.  

Entre as ferramentas de manejo para períodos de irregularidade das chuvas e altas temperaturas, o agrônomo destaca a tecnologia Bioasis Power, da BIOTROP. “A BIOTROP investe muito em pesquisa e inovação, e desenvolveu esta solução, que é o primeiro ativador microbiológico do mercado, capaz de auxiliar a planta a atravessar períodos críticos de estresse com menor impacto fisiológico. O Bioasis Power atua nesse contexto”, explica. 

De acordo com o gerente, a solução biológica da BIOTROP cria um biofilme ao redor das raízes, contribuindo para aumentar a disponibilidade de água na região, favorecendo a planta durante o período seco. “Bioasis Power atua no condicionamento da raiz, aumentando a tolerância às adversidades para manter a planta hidratada por mais tempo”, reforça.  

Outro benefício da solução é a promoção de crescimento radicular, o que favorece a busca de água no solo e crescimento aéreo mesmo em tempos críticos. A tecnologia contribui para mitigar os efeitos do estresse climático, favorecendo a manutenção do desenvolvimento, da fotossíntese e do potencial produtivo da planta.  

Para o engenheiro agrônomo, associar a solução da BIOTROP a outros tratos culturais é uma estratégia importante para enfrentar períodos de estresse hídrico. “Quando você conduz a lavoura em uma condição de seca, é importante utilizar ferramentas que auxiliem a planta a aproveitar melhor a água disponível e a manter o seu desenvolvimento. Nesse contexto, uma solução biológica adequada pode ser uma aliada para potencializar os resultados dos tratos culturais. O El Niño pode vir forte, mas os resultados do produtor também podem ser fortes”, finaliza.
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BIOTROP – Essencial para a agricultura.

 

 

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